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Vilipêndio

Voltando aos assuntos sérios

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O ano mudou mas Portugal continua na vanguarda, como é nosso conhecido talento. A última lição que demos ao mundo foi com esta entrada a pés juntos no ano de 2019.

Assunto do momento: neo-nazismo e Goucha. Sim, é isso mesmo. Leve o tempo que quiser, eu também demorei algum tempo a digerir. Aparentemente a guerra das audiências chegou a este bonito ponto em que já vale tudo, até mesmo empoleirar criminosos condenados. É sempre boa notícia, ainda para mais num país que se alimenta da muito inspirada Daytime TV. A Cristina Ferreira (ou a sua ausência) tem o mesmo poder de influência social que o Presidente e mais que o comentário dominical de Marques Mendes. Goucha mexe em mais cabeças que todos os Prós e Contras que possam haver. O objectivo a que se propuseram está cumprido, que era serem falados. E nesta barulheira em que se vive, é quem fala mais alto que se faz ouvir, e quanto mais alto falamos e gritamos maior a probabilidade de nos envergonharmos. 

 

Provámos, assim, pela arte que é só nossa, que mesmo que os anos andem para a frente, que o oito passe para nove, nós conseguimos caminhar para trás. O que Portugal faz é um género de moonwalk à pobre. Parece que estamos a andar para a frente, mas na verdade é para trás. Bonita homenagem, no final de contas, ao Rei da Pop e do Propofol.

 

2 comentários

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    A Vilã 05.01.2019

    Permita-me discordar. Eu vi a "entrevista" e parece-me que o contraditório do Goucha foi, no mínimo, fraquinho. Deixaram passar em branco várias mentiras graves ditas pelo convidado, nomeadamente que a sua prisão foi um erro judicial e que foi preso por ter escrito um texto nacionalista. Mentiras que deveriam ter sido desmontadas, caso o entrevistador tivesse feito aquilo que lhe competia.
    Também a certa altura, o convidado afirmou não ser racista nem xenófobo. Talvez tivesse sido interessante questionar o porquê de ter sido líder de um grupo skinhead e ter várias cruzes suásticas tatuadas. Foi mais fácil engolir as mentiras.
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