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Vilipêndio

Vivamos o absurdo

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Ilustração L'absurde. C'est absurd   Christophe Marques | Instagram: not_from_

 

A vida não faz sentido. E isso já não devia doer, mas dói. 

O nosso nascer e o nosso morrer não trazem significado especial ao universo. E isso dói mais que tudo. 

Esprememos, torcemos e esticamos aquilo que não é nada nem sequer pode ser nada, levados por uma razão constante e viciante, albergue de um egoísmo tão infrutífero como doentio.

A ordem e o pensar fazem-nos esquecer que a inexistência de um sentido - o Absurdo definitivo - pode ser o culminar da vida, a liberdade final do indivíduo. Quando deixamos de procurar um significado, partimos à busca de tudo o resto, vamos à descoberta do que falta à vida, mesmo não sabendo o que ela é.

Aceitar o absurdo da vida é rirmo-nos dela e seguirmos em frente.