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Vilipêndio

Venha o Mundial

 

O futebol serve para tudo, desporto de sete ofícios, é um escape da vida e, simultaneamente, um espelho dela mesma, com todas as suas incongruências e batalhas vãs.

Mas em Portugal, este país que alberga um dos melhores jogadores da história deste desporto, este bocadinho de terra que é campeão da Europa em título, este é um desporto que vai da paixão à loucura em menos de nada. Aliás, as duas andam de mãos dadas há várias décadas, germinando uma cultura que, bem vistas as coisas, está presente em muitas coisas da sociedade portuguesa. A constante guerra, a desconfiança generalizada, a manipulação de tudo e todos, a imagem que é diferente da acção, o fingimento de todas as palavras. 

 

Ontem em Alcochete o Sporting viveu um dos seus piores dias, mas o futebol português já não vive sequer, está morto, enterrado e é um zombie. Mataram-no bem morto. É uma amostra de desporto, é futebol travestido. Se não fosse a nossa Selecção, o nosso futebol era só mais um motivo para carregarmos esta tão nossa vergonha. Por isso, venha o Mundial.