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Vilipêndio

O erro de Bernardo

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Em Terras de Sua Majestade, a juntar à novela Brexit, temos agora a novela Bernardo Silva e o Conguito. 

Parece que o crime revelado desta vez por essa massa encefálica de brilhante perspicácia que são as redes sociais é o de racismo. A polémica está instalada, "as redes sociais pegaram fogo", o assunto "tornou-se viral e incendiou as redes". 

Ora a mim parece-me que estas ditas redes não tem mais nada que fazer na vida. E quem não tem nada que fazer na sua vida mete-se na dos outros. É apanágio tão antigo quanto a estupidez humana. 

À primeira parecia só mais uma descerebrada polémica das redes sociais, até que a Federação Inglesa tomou conta do ocorrido e alvitrou que "sim senhor, há aqui sinais da prática de racismo". E agora toca de investigar. Nesta fase de texto é importante relembrar que estamos a falar de uma brincadeira entre dois colegas de equipa numa rede social qualquer. Sim, vão investigar isso. Não se vá dar o caso de alguém se ter aleijado enquanto a publicação foi redigida e publicada. 

Bernardo Silva e só mais uma vítima do Políticamente Correcto instalado como uma doença nas nossas sociedades, gerada e proliferada nesse mundo que são as redes sociais, em que tudo é escalpelizado ao milímetro, em que se põe uma capa e se incorpora outra personalidade, tudo feito por pessoas que, porventura, nem por um momento o fazem às suas próprias vidas, não saem para a vida real que continua a acontecer no meio dessa realidade alternativa em que tudo é alguma coisa, tudo é criticável, tudo é certo ou errado

O erro de Bernardo foi ter achado, ao trocar aquela mensagem com uma pessoa da sua confiança, que quem anda e vive das redes sociais tem a mesma inteligência que ele. Ou que nós todos que temos uma vida para viver.

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