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Vilipêndio

Vilipêndio

08 de Dezembro, 2014

Crescemos, mas pouco

vilipêndio

 

Ilustração "Barcode Evolution"de Richard George Davis 

 Existe há milhares de anos, começou na forma de trigo, passou por gado, chegou a ser pedras e outras coisas que o caminho nos dava.
Até nos chegar o papel. Verde nuns sítios, policromado noutros. Ele existe para trazer ordem, foi criado porque os agricultores primitivos parvos não eram: eu dou-te isto, mas tu dás-me aquilo.

E assim se deu a maior das transformações sociais na nossa História. Podemos acreditar em deuses diferentes, comer o que outros consideram sagrado, viver sob diferentes sóis e diferentes luas e teremos sempre esse ponto de encontro.

Cada geração que criamos e que por nós passa traz cores novas ao mundo. Mas a cor do dinheiro, essa, é a mesma. Há séculos.

Há quem, por ele, viva e respire. Dele vem a felicidade, asseguram.
E, com isso, chega o fim e connosco levamos nada dele e tudo de nós, que perdemos no entretanto. Crescemos, mas pouco.

 

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