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Vilipêndio

A Caixa das nossas vidas

 

Portugal gosta de brincar aos bancos. Há quem o faça com verdadeiros brinquedos, ou até com a pilinha, mas - já sabemos - isto quem pode, pode.

Desta vez é a Caixa. Já havia da parte de todos nós uma saudade de uma novela da alta finança, um motivo óbvio de escárnio dos que nos governam ou que por isso se fazem passar. Já não sabemos passar sem isto e essa é a realidade. E tal como vemos nos enredos de final de noite da SIC ou da TVI, nestes também muda apenas o nome, a música e os nomes dos personagens. A nhanha é sempre a mesma. Tira euro ali, põe ali, ajuda amigo ali, ajuda amigo acolá, empresta por ali, tira daqui. 

A gestão danosa e os incumprimentos, tal como as mentiras descaradas, fazem parte de qualquer serviço público portuguès, essa é a norma. Não seria de esperar que a Caixa, lá por lidar com mais do que uns milhares de euros, tivesse outra postura que não essa. Aliado a todo este cardápio de ingredientes temos a impunidade, a rainha do baile. Tudo se faz e tudo se deixa, tudo é possível quando o homem sonha e assina o papel certo.  

 

A Caixa somos todos nós. De tantos números perdidos, ela é a soma de todos os nossos zeros.

Ainda bem que estamos cá nós para salvá-la. Nunca falhamos. Mal seria da Caixa se tivesse de ser um helicóptero do INEM a fazê-lo.