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Vilipêndio

Tragam os verdadeiros Gato de volta

Tornaram-se, nos últimos tempos, na principal, ou mesmo única, imagem publicitária da Meo. Todo o tipo de anúncios, com grandes investimentos por parte da marca e, obviamente, chorudas recompensas aos quatro protagonistas. É vê-los cantar, dançar, gesticular, embarcar em grandes aventuras, tudo em nome do novo telemóvel ou tablet, ou lá o que quer que seja novo, caro e extraordinariamente inovador na altura. Infelizmente, da piada, que consiste - creio eu - no principal objectivo do spot publicitário, nem rasto. E é facil surgir com a explicação: porque é um anúncio. 

Durante anos deram vida, em sketches, a um sem-número de situações do dia-a-dia, onde aliaram excelentes guiões com o puro non-sense e o ridiculo, fazendo jus à assumida inspiração nos britânicos Monty Pyton. Tiveram, depois, breves - e não tão brilhantes - incursões pelo comentário politico, onde fizeram, em diferentes formatos e ainda com bastante sucesso, uma série de sátiras mais direccionadas para os desenvolvimentos diários na sociedade e politica portuguesas. E depois disso, refugiaram-se no Meo. Como pensaram eles que iriamos achar piada ao que eles por lá fazem?

Não podemos, obviamente, exigir a quatro pessoas que voltem a trabalhar juntas, fazendo o que provavelmente já não as interessava mais num formato esgotante. Mas, caramba, nao nos façam, então,aturar dezenas de anúncios para uma marca que - diga-se - monopoliza grande parte do cada vez menos interessante espaço televisivo português. Os frutos para os quatro, inegavelmente altos, mas, fazendo a brincadeira durar mais do que devia atingiram, há muito, o ponto onde mora o fim.

Voltem, a sério, ou não voltem de todo, rapazes.