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Vilipêndio

Rio 2016

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Agora só mesmo daqui a quatro anos.

Acabaram os Jogos do Rio, e agora o que vai ser da RTP na minha vida? Estes foram, com a precisão devida, os Jogos do Brasil, no seu muito confuso todo. E é justo dizer que correram bem melhor do que se augurava, apesar das piscinas com cores pouco olímpicas, do público cheio de sangue carioca, dos assaltos feitos, falhados e inventados.

De todos, o destaque tem que ir para Usain Bolt inevitavelmente. É um fenómeno, é um atleta inesquecível, é uma autêntica lenda com um coração a bater. Que nunca se transforme numa tremenda desilusão, é aquilo que o mundo lhe pede. Que nunca deixe de ser a prova que podemos ser sempre mais. 

No que a Portugal diz respeito, não tivemos a prestação de Jogos anteriores mas é de louvar muitos dos lugares obtidos pelos nossos atletas. Já muito se escreveu e sublinho bem sublinhado as críticas feitas à forma como a prestação de alguns dos atletas foram encaradas por cá. É vergonhosa a forma como se ignora tudo o que não é futebol durante quatros anos e depois se exige resultados. 

Não esquecerei tão cedo a medalha de Lata oferecida pelo jornal Record a Rui Bragança, tal como o Rui não esquecerá. Não esquecerei que existem dezenas de programas em canais informativos com o intuito de discutir se aquele penalti assinalado contra o Benfica foi ou não dentro da área.

É por isso que somos tão pequenos, não de tamanho, mas de horizontes.

Queremos ser grandes quando, na verdade, nem nos sabemos medir.