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Vilipêndio

"Não quero brincar assim"

Uma criança descobre a vida de formas que fogem à razão, aprende lições da mais pequena batalha, descobre verdades primeiras, inventa perguntas sem se preocupar muito com a resposta. Como qualquer visão inocente e pura, a visão de uma criança sofre apenas a influência do instinto e do sexto sentido, assuma ele uma qualquer das suas invisíveis formas.

Pela inocência e pureza de espiríto, é com uma boa dose de desilusão que, em crianças, vamos recebendo as indicações e a lista de regras que fazem parte da brincadeira de viver. Uma atrás de outra, cada indicação que uma criança aprende e repete são consecutivos travões na arte do instinto e do sexto sentido que vinha aprimorando desde o início do seu mundo neste mundo, e são uma auto-estrada de pensamento estreitado e visões curtas que segue rumo a um destino que, para todos os efeitos, é de poucas brincadeiras.

Por isso, quando uma criança aprende qual o jogo que vai realmente jogar, só pode responder não quero brincar assim. Mas apenas o dirá enquanto o vir como um desafio e uma luta. Chegará, depois disso, tão certamente como a lua e o sol, o momento da aceitação. Porque a vida é um jogo com o qual, no final de contas, ainda vale a pena brincar.

Brinquemos.

 

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