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Vilipêndio

Mais uma voltinha

 

Mais um bilhete que nos é dado, sem o querermos, e sem nada podermos fazer sem ser alinhar no espectáculo.

Façam o favor de entrar, por esta porta de um só caminho, e apreciem mais um momento histórico. Histórico pela falta de história - a forma menos interessante de se ser histórico. Participem, porque o circo só o é com público.

Enquanto vemos os malabaristas e os trapezistas permutarem-se, sempre com os mesmos truques e os mesmos trajes, rimo-nos da falta de discussão, da cor da gravata, do que se disse quando não se sabia que se ia ser candidato a malabarista. E rimo-nos porque chorar está caro e aleija mais.

Este é só mais um espectáculo de luz e agilidade, que vive do não ser politica em momento algum, do não se discutir, do não mexer no que feito está. Diz-se, apenas, que o que está mal, mal está, e de apontar o responsável. O fim do espectáculo chega com o mal pior ainda, e o responsável mudando de traje, de novo.

Campanhas eleitorais, por cá, são programas da manhã que se prolongam para a tarde. A tertúlia, tenha a cor que tiver, não passa disso mesmo. 

Deixem de chamar politica a isto. O que nos dão não são politicos, são fantoches com todos os fios à vista e um guião cujas folhas caem de tão podres que estão.

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