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Vilipêndio

A Raríssima vergonha na cara

Já não há dicionário que chegue nem palavras suficientes para definir a pornografia que se passa debaixo do nosso nariz e invisível aos nossos olhos. Já não se vislumbram limites éticos e sociais para o absurdo desta tão saloia corrupção. Vivemos num filme de domingo à tarde que até dá para rir nuns momentos mas que, quando vemos e analisamos bem a história, surge-nos uma inesperada vontade de chorar. 

E como chorar não chega, preenche-me um misto de vergonha alheia e de pena. Por serem tão poucochinho e assim tão pequenos de espirito. Por serem cópias de um livro estragado e podre, e não conseguirem ser mais que isso. São tão pouco que não são nada. 

Que continuem a viver assim, amarrados a uma almofada de dinheiro, ignorantes de conta cheia, vazios de alma e de noção do ridículo. Continuem assim porque nós, estes mesmos pobres de sempre, levamos o orgulho intactos. E isso, a ver pelo que se passa, é ouro.