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Vilipêndio

Já quase tocas no Olimpo, Cristiano.

A selecção portuguesa está na final de um Europeu doze anos depois. Apesar de uma não mais que razoável fase de grupos e de envergarmos o equipamento com a coloração mais dúbia da história do torneio, fomos fazendo fé à fama de heróis e lá nos fomos aproximando da final, jogo a jogo, ao sabor de um tão português empate. Sem sabermos muito bem no que acreditar, fomos ultrapassando barreiras. Agora são só mais 90 minutos e já poderemos todos voltar a ver as imagens do jogo com a Grécia em 2004 sem ter náuseas.

Esta será a final do Ronaldo, é fácil de ver. Toda a sua carreira parece que aponta para o jogo de hoje. Ele já fez quase tudo, passou de um dos melhores extremos de sempre para o melhor goleador de sempre, quebrou todo e qualquer recorde, é o melhor jogador da história do maior clube de futebol e agora sabemos, nós e ele, que tem de levantar o caneco com as quinas no peito para entrar no olimpo das lendas. Cristiano Ronaldo é um atleta como poucos, orienta-se por objectivos que deixa poucas vezes escapar. Desde cedo, soube encarar a pressão que carregava nos ombros, adaptar-se a novas realidades e focar-se apenas e só numa coisa: tornar-se um dos maiores atletas do desporto mundial.

Mesmo que não triunfe em Paris, já o conseguiu.

Apesar da existência do Tempo Extra na SIC Notícias o futebol traz coisas bastante positivas. Une multidões numa loucura que, sabendo-se manter sã, é revitalizante. Esquecendo o facto de serem 22 indíviduos dolorosamente ricos que correm atrás de uma bola, e que são utilizados como marionetas por agentes quase-secretos, aqueles rapazes levam um escudo no peito. Resta-nos estar lá com eles.